Dirofilariose

Sinais da
doença
A dirofilariose provoca
lesões muito graves antes do aparecimento dos sintomas visíveis. Na
altura em que estes se tornam evidentes a doença já está de tal
forma avançada que as lesões nos orgãos internos podem ser
irreversíveis.
Um cão com
dirofilariose em
estado avançado pode apresentar um ou mais dos seguintes
sintomas:
Tosse, cansaço generalizado, falta de
resistência a atividades físicas, apatia, dificuldade de respirar,
perda da consciência, diarréia, vômito, falta de apetite, perda de
peso, etc.
Causas
A infecção acontece da seguinte forma:
Um mosquito ao picar um cão já contaminado com a dirofilária ingere
os ovos deste verme juntamente com o sangue. Dentro do mosquito
esses ovos vão desenvolver-se em larvas ainda em estado imaturo
que, por sua vez, vão infectar um cão saudável quando este é picado
pelo mosquito.
E
stas larvas migram até ao coração e após a maturidade reproduzem-se
lançando ovos na corrente sangüínea que serão ingeridos por
mosquitos ao picarem esse animal. E assim sucessivamente. Pode
dizer-se que o mosquito é o veículo, provocando a disseminação da
doença dos cães infectados para os cães
saudáveis.
Após a penetração das larvas,
há vários desfechos possíveis. As larvas migram pelo corpo e acabam
caindo na corrente circulatória estendendo-se desde as artérias
pulmonares até ao coração. As dirofilárias causam lesão dos tecidos
do organismo do animal e obstrução de vasos causando uma diminuição
do fluxo sangüíneo em certos órgãos. Quando mortas, os fragmentos
dessas dirofilárias causam uma grave obstrução e reação do
organismo podendo inclusive causar um choque. Nesta ocasião a
doença já se apresenta de forma grave e crónica, manifestando-se
em tosse, cansaço e apatia.
Prevenção
A
melhor forma de evitar a doença é
preveni-la.
Se viver num local normalmente
infestado de mosquitos é aconselhável efectuar análises ao sangue,
mesmo antes de existirem sintomas da doença.
Esta medida é apesar de tudo mais
barata e tem uma margem de segurança maior do que o tratamento que
geralmente é cirurgico. Converse com o veterinário e discuta a
necessidade de fazer um exame. O mais comum é o exame de sangue que
pode inclusive avaliar o grau de infestação. Mas pode-se recorrer a
exames complementares como radiografias, ultrassom cardíaco e
ecocardiograma se os sintomas forem mais evidentes. Existem no
mercado alguns medicamentos para prevenção da dirofilariose mas
chamamos atenção que esses medicamentos não devem ser usados sem a
prescrição e acompanhamento permanente de um médico veterinário.
Sempre que levar o seu cão ao veterinário consulte-o sobre a
dirofilariose. Há locais onde esta doença é menos disseminada e os
cuidados de prevenção são por isso desprezados, não constando dos
exames de rotina do veterinário. Mas mais vale prevenir do que
remediar. A dirofilariose costuma ser "esquecida" e os exames
preventivos nunca são feitos. Depois, na maioria das vezes, só
quando o cão se queixa de tosse, cansaço e de outros sinais é que
esta doença é lembrada.
Mas não se deve iniciar
nenhum programa preventivo antes que o seu veterinário determine se
o seu cão tem ou não vermes no coração.
Consulte o
veterinário para o diagnóstico, prevenção e tratamento da
doença.